Com 30 anos de carreira e quase 45 de idade, Eliana afirma: 'Nada se compara ao desafio da maternidade'

09 setembro

Ventos fortes não assustam Eliana. Aos 30 anos de carreira e prestes a fazer 45 de idade (em 22 de novembro), a apresentadora da atração que leva seu nome no SBT afirma que está “pronta para o que der e vier”. Está acostumada a reviravoltas! Foi com a canção “Os dedinhos”, em 1993, que a loura se tornou nacionalmente conhecida. Nessa época, ela comandava um programa infantil e já tinha passado pelos grupos musicais A Patotinha e Banana Split. De lá para cá, muitas tempestades e bonanças aconteceram na trajetória profissional e na vida pessoal da paulistana. As guinadas fizeram da mãe de Arthur, de 7 anos, e Manuela, que completa 1 amanhã, uma mulher forte.

— Fiz nesses 30 anos de profissão tudo o que eu gostaria de assistir na TV da minha casa, de mostrar para meus filhos, sabe? Do meu início, conservo a humildade e a vontade de aprender, de estar alerta às conversas, ao que o telespectador deseja. Isso tudo foi valioso e me fez chegar aonde cheguei. Só tenho razão para sorrir — celebra ela, única apresentadora de programa de auditório da TV aberta aos domingos, vice-líder na audiência.

No meio do caminho, cheio de adaptações, Eliana precisou buscar a ajuda de uma sexóloga. Apesar de se projetar como a comunicadora que falava diariamente com as crianças na emissora de Silvio Santos (de 1991 até 1997), ela se tornou sucesso de público como apresentadora de atrações para adultos. A transição aconteceu em 2005, já na RecordTV, e se deu de forma obrigatória. Por conta de leis que limitavam o mercado publicitário de investir na programação infantil, ela não teve outra saída a não ser se reinventar.

— Por conta disso, fui fazer terapia com a sexóloga Maria Helena Matarazzo. Eu precisava me soltar como mulher em frente às câmeras. Por 16 anos, minhas aparições não podiam ter conotação sexual alguma. Não pintava unhas nem boca de vermelho. Quando usava short, nunca era curto. A voz precisava ser doce e aguda. Não rebolava para andar, era durinha. A sexóloga me mostrou que eu deveria ousar a partir daquele momento. Passei por muitas dificuldades na carreira, mas encontrei oportunidades dentro delas. O profissional que não se adapta se extingue. Foi realmente uma reinvenção — analisa a apresentadora, que ficou na RecordTV de 1998 até 2009.

Ao mesmo tempo em que inspira pessoas, Eliana se diz influenciada. Tendo Hebe Camargo e Marília Gabriela como suas primeiras referências, hoje seus olhos brilham para Fátima Bernardes.

— Quando tive que migrar de público, mirei em Hebe e Gabi. Além da essência muito bacana como profissionais, elas são seres humanos incríveis. Hoje, tenho profunda admiração pela Fátima. Ela é uma mulher de determinação, tem coragem para mudar. É o tipo de pessoa que eu paro para ver e ouvir. Fátima me representa — atesta a apresentadora, que descarta ter havido rivalidade com suas contemporâneas, Xuxa e Angélica: — Nunca competi com ninguém. Falo com elas pessoalmente ou por WhatsApp. Nunca houve rusgas entre nós e nos gostamos muito.

A voz firme revisita memórias, recorda pessoas e fala sobre os caminhos escolhidos, mas um tom doce e emotivo toma conta de Eliana ao conversar sobre o que mais gosta: família e maternidade.

Por Jornal Extra.

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